CADERNOS NEGROS, Documentário de Joel Zito Araújo
Após a celebração de dois festivais de cinema assisti, ainda com exclusividade, o documentário de Joel Zito Araújo "Cadernos Negros". O lançamento teve lugar em Salvador, durante a primeira edição baiana da Balada Literária, na Sala Walter da Silveira, no último dia de Zumbi.
O quê vi?
A homenagem a Mãe Stella de Oxóssi e
desde o trailer uma interrogação: - Quem era aquela senhora que abria a seção e lançava na tela uma nuvem de fumaça?!
A questão da identidade resolvi só hoje, através de fonte original. Procurei em vão o filme nas bibliotecas cibereletrônicas. O quê falar dos streamings defronte da antesala do teatro, do café oferecido, da pipoca, do encontro com os escritores, da oralidade, do suspense, da névoa?!
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Já lá por casa nada era dito, tudo era calado. A gente tinha que assuntar. A bisavó Izolina sim, lançava a neblina de seu cigarro na sala. O ritual dos avós incensava os netos?
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Acorri aos alfarrábios e da segunda edição saquei no prelúdio aos recitados o citado nome de Sylvain Ntari-Bemba.
Deslizei meus dedos pela biblioteca e cheguei até o Congo. " Não sou um padeiro pra fazer meus quadros seguindo um peso e uma medida dados”, diria-nos Marcel Gotène.
Quem eu encontrei nos Barris?
O Joel Zito Araújo, a Esmeralda Ribeiro, Nelson Maca, Jairo Pinto, Valdeck Almeida, Marcelino Freire, Julice Vieira, Lidiane Ferreira, David Alves , Anajara Tavares...
O parecer de quem entrou aos vinte e cinco do primeiro tempo é de intervalo após os quarenta e cinco, para celebrar! Vide "Esporte Clube Coração Saudoso", de José Limeira em Cadernos Negros 4.
Spoiler: vou salvar o cartaz do filme para colar em quadro na sala e imprimir outro em um formato de banner.
Pintura:
Les danseuses dans la forêt - Marcel Gotène