Calo ou Falo
Este corte,/ A boca, /Meu melhor açoite;/Sangra palavras!
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Textos

A BARBEIRA E O POETA

A BARBEIRA E O POETA

 

Que dê setas antes de entrar

Há um sinalizador na porta

Espiral de cores.

 

Vou deixar exposto

Assim, / o meu pescoço

Primado de um corte

 

Ela tem a mão mais leve que o ar!

Há um risco, corisco,

Perigos de decolar.

 

Já foi Príncipe Danilo,

Hoje pede Fio Jasmim,

Então: das máquinas aposentado,

Maquinista de trem.

 

Navalha!

Mergulhei meus ais no cais.

 

No mesmo, espelho

Deslizam os pés no algodão

Pelos do lobo velho

 

Exímias as falanges e os,

Os puxavantes das tesouras

Beliscou-me o aço

Meu neurônio mais avô!

 

Ela trigonometra

Ele pensa,

Ele solerte soletra!

 

Pelas barbas... vou até Meca!

Perdão, cabelereira, perdão!

Bela arte, bela profissão!

Luís Aseokaynha
Enviado por Luís Aseokaynha em 24/10/2023
Alterado em 24/10/2023
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