× Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Calo ou Falo
Este corte,/ A boca, /Meu melhor açoite;/Sangra palavras!
Textos
O SAPO CINZA E A RÃ ZINZA
   Eles não eram conhecidos de longas chuvas. Rã Zinza chegou àquela pedra primeiro e depois, bem depois veio o Sapo Cinza. Não se reconheceriam também antes, quando ainda eram girinos. Eram de espécies diferentes e o convívio faria deles, naqueles encontros no mesmo raio de sol, bons amigos. Uma pedra funcionava como uma ilha e ponto de encontro.                                                                              
         - Quem é aquele que vem flutuando em uma folha de vitória-régia, ao sabor da corrente, e de um salto desembarca na pedra?

Sim, ele mesmo, o Sapo Cinza.
- Olá!
Coaxou a saudação em devoniano. A Rã Zinza não esperava ter que dividir seu território com outros e respondeu à saudação, a contragosto.
Chuva e sol sincronizaram as agendas dos dois e não estranhavam-se.

Quando já estavam mais íntimos...
-Você  ainda acredita em encantos e em um dia virar princesa?!
Perguntou um dia o Sapo Cinza para a Rã Zinza.
Ela logo retrucou:
- Com quem você tem andado ou que livros você anda lendo?! Isto parece fake news.
- Encontrei um livro para crianças humanas na biblioteca. A evolução das espécies é por eles ignorada em toda a educação inicial, pude concluir.

- Vocês, os sapo sapiens, devemos ler estas histórias com a ajuda da ciência.

De outra feita Zinza questionava seu amigo:
-  Porquê você, quando adoça seu café, gira a colher para a esquerda?
...

A terminar.
Luís Carlos Oliveira Aseokaynha
Enviado por Luís Carlos Oliveira Aseokaynha em 11/07/2020
Alterado em 29/07/2020
Copyright © 2020. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Comentários