Calo ou Falo
Este corte,/ A boca, /Meu melhor açoite;/Sangra palavras!
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Textos

SALÃO DE ESTAR
A senha para o sonho não funcionou.
O espaço ora festivo, de bar,
Confundiu-se com o lar.

Sequer agora há o som dos talheres,
Todos se foram, ou os proscritos partiram.
O que reverberou, ponto, hoje ecoa,
O que soou, um traço, loas,
Código morse, radar de morcegos.
Aos que brindaram, perdoa.

Decepamos braços das novas gerações,
Decepcionados em meio ao eclipse.
A cantina inerte,
O volte sempre,
O revolte-se de vez em quando.
Luís Carlos Oliveira Aseokaynha
Enviado por Luís Carlos Oliveira Aseokaynha em 28/07/2018
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