Calo ou Falo
Este corte,/ A boca, /Meu melhor açoite;/Sangra palavras!
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Textos

AO DEUS DAS LARANJAS

As laranjas pediram-me
Como últimos desejos,
Antes da espremedura,
Que eu as lavassem na água fria
Desta que corre na torneira da pia;

Que cortasse com o fio
As cascas somente,
Deixando intactos os centros
E assim poupasse os gomos,
Não decepasse as sementes;

Que fizesse passear os bagos
Por entre as arcadas,
Abençoando-os com saliva,
Ensinando a língua da rua
Para lançá-los, depois, na terra nua.

Agarraram-se me aos dentes
As membranas, os alvéolos,
Julgaram-me tirânico.
Chupei delas o bagaço
Antes de lançá-las no lixo orgânico.
Luís Carlos Oliveira Aseokaynha
Enviado por Luís Carlos Oliveira Aseokaynha em 12/07/2018
Alterado em 18/07/2018
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