Calo ou Falo
Este corte,/ A boca, /Meu melhor açoite;/Sangra palavras!
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Textos

PARA ANGENOR DE OLIVEIRA
Ela usa uma aliança de ouro no dedo,
Tenho medo que seja a tumba do nosso segredo.
Nos anos que os sentidos ateiam fogo
Aos desejos
Coloríamos os dias em devaneios.

O samba ressuscita,
Sopra, abrasa o diamante.
Fóramos ardentes amantes.

Esconderam-se os cabelos
Quando arqueou-se no leito,
Uma cascata oculta depois daqueles seios.

Seu nome não ouso publicar
Nem em senhas ou fonemas,
Deste encanto, do feitiço
Eu não posso desguardar
E me refaço em poemas.

Era beijo no intervalo das letras
Quando desafinou o bandolin,
Ai de mim!

Estirado o corpo nu, esculpido;
De joelhos, rotulado ficou o pedido,
De pé o tendão do orgulho ferido.
Nada adiantou,
Fora flagrante o desalinho.

O samba ressuscita,
Sopra, abrasa o diamante.
Fóramos ardentes amantes.

Ela faz meia-volta na joalheria,
Abre a bolsa para comparar,
Não decide o que vai penhorar.
Enxaguo os olhos para polir o olhar,
A foz do rio é o mar.
Luís Carlos Oliveira Aseokaynha
Enviado por Luís Carlos Oliveira Aseokaynha em 22/01/2018
Alterado em 22/01/2018
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